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A mulher e o poder da imagem

A mulher e o poder da imagem

É necessário pararmos por um instante e refletirmos sobre a relação que a mulher tem com sua autoimagem. O mundo contemporâneo impõe à mulher um padrão estético quase impossível de atingir, alimentado pela indústria e reforçado pelos meios midiáticos, na busca incessante de juventude e beleza como forma de inserção social.

Hoje, a referência que temos de belo é algo inacessível para a grande maioria da população. Os arquétipos idealizados de beleza são referências muito distantes da realidade existente na sociedade como um todo, criando um ambiente de tirania no universo feminino, onde a mulher torna-se escrava da sua própria imagem, o que afeta a sua saúde emocional e as relações pessoais e sociais.

A nossa imagem é a nossa primeira forma de conexão com o mundo, ou seja, a primeira impressão que causamos nas relações com o outro. Portanto, a nossa imagem personifica o nosso ser e estabelece uma significação em relação ao outro. Isso justifica, de certa forma, a nossa preocupação em relação à nossa imagem, e de como ela representa a aceitação de cada pessoa perante os demais. Impor-se de forma contrária, a esse sentido, significa não estar inserida. É experimentar o sabor amargo do “não pertencer”.

Dentro deste contexto os maiores algozes são os próprios olhos, implacáveis na construção de uma imagem própria idealizada, porém muitas vezes alterada, desconectada com a essência de cada uma. A mulher tornou-se, portanto, escrava de um parecer em detrimento de um ser, a forma se sobrepondo ao conteúdo, criando padrões irreais e vazios de sentido. A verdade é que ser bela nunca custou tão caro como hoje. Ser o que o mercado deseja implica em se distanciar do verdadeiro eu, como se a forma correta de se expressar como pessoa fosse através do corpo e não da alma.

Por mais preparadas que possamos ser, ricas de essência e conteúdo, a sociedade, infelizmente, sempre nos julga antes pela nossa aparência e somente depois pelo que temos a dizer e contribuir. Atualmente a beleza tem a função mais de aprisionar do que libertar, o que está completamente equivocado. A mulher precisa se livrar dessas imposições sociais e buscar a verdadeira beleza, aquela que vem de dentro pra fora, porque não existe o belo junto do infeliz. Sentir-se bela tem muito mais relação com sentir-se plena, feliz e de bem consigo mesma. Por isso, é necessária uma dedicação especial ao nosso íntimo, procurando, antes de tudo, sermos emocionalmente saradas, amando a imagem refletida no espelho.


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Ludimila Estulano

 

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